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O câncer infanto-juvenil é a segunda causa de mortalidade entre crianças e adolescentes de 4 a 18 anos. E esse índice aumenta em todo o mundo, entre 0,5% e 3% do número de casos de câncer em adultos, além dos casos serem subnotificados. A previsão para o Brasil, em 2008, é de 11.000 novos casos de câncer infanto-juvenil, 500 na Bahia. O que ainda piora num cenário onde o diagnóstico é tardio, embora a média de cura seja de 70% com diagnóstico precoce, podendo aumentar este índice para quase 100%, se a doença for descoberta logo no início. Na Bahia, essas crianças e adolescentes já chegam às entidades que as apóiam com o câncer em estágio já avançado. Leucemia, linfoma e tumores no sistema nervoso central são os três tipos mais comuns.
O combate ao câncer infanto-juvenil tem sido uma luta constante das cinco instituições baianas que atuam dentro do terceiro setor para acolher, tratar e melhorar a saúde a qualidade de vida das crianças e adolescentes com câncer: GACC-BA, GACC Itabuna, NACCI, Unidade Erik Loeff e ACCI. Elas têm procurado alertas a sociedade sobre estas questões para provocar uma reflexão sobre o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infanto-Juvenil, comemorado neste mês de novembro.
A meta é estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer; apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer; difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil; e apoiar as crianças com câncer e seus familiares. Informar a população sobre os principais sintomas do câncer também tem sido uma iniciativa importante porque diversas vezes eles são confundidos com os de outras doenças típicas da infância e não são investigados corretamente.
Febre prolongada de causa não identificada, perda de peso, palidez, ínguas de crescimento progressivo, manchas roxas ou sangramento pelo corpo, vômitos acompanhados de dor de cabeça e dores nos ossos ou nas juntas são sintomas do câncer infanto-juvenil. Sudorese excessiva à noite, irritabilidade repentina e alteração da visão também devem ser observados com atenção. O desconhecimento desses sintomas torna-se um vilão contra a cura da doença, já que a maior chance de recuperação está no diagnóstico precoce, que garante a eficácia do tratamento e uma melhor qualidade de vida para os pacientes.
As crianças têm boa chance de cura porque o tratamento é baseado na divisão celular. As células das crianças são mais jovens que as dos adultos e por isso recebem melhor a quimioterapia e a radioterapia. Nos adultos, o câncer é acometido em células maduras, como as do epitélio, que recobrem órgãos já formados, como o pulmão, mama e próstata, por exemplo.
A luta contra o câncer infanto-juvenil é grande e mesmo com apoio da lei as entidades que militam na divulgação da doença querem mais, como, por exemplo, ampliar a idade em que se considera o câncer infanto-juvenil para 25 anos, uma vez que existe a recidiva da doença também após os 20 anos ainda como câncer infantil. Esta, inclusive, é uma das bandeiras da nova entidade criada em outubro deste ano, a CONIACC – Confederação Nacional de Instituições de Apoio à Criança com Câncer, composta por 46 associações, núcleos, grupos, casas e institutos de apoio às crianças e adolescentes acometidos com câncer por todo o país, entre elas, o GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer na Bahia. “O objetivo é defender os interesses coletivos de todas essas instituições na luta contra o câncer infanto-juvenil”, explica Roberto Sá Menezes, presidente da entidade que há 20 anos dá suporte às famílias de baixa renda que possuem crianças com câncer, promovendo a assistência psicossocial, médica e financeira, propiciando as condições necessárias para elas serem submetidas ao tratamento médico adequado no combate ao câncer.
(Fonte: GACC – Grupo de Apoio à Criança com Câncer-Bahia 71 3399-2000)
SETEMBRO |
OUTUBRO |
ANO |
12 MESES |
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| INCC-M (FGV) | 0,95 |
0,85 |
11,00
|
12,01 |
|||
| IGP-M (FGV) | 0,11 |
0,98 |
9,53 |
12,22 |
|||
| INPC (IBGE) | 0,15 |
0,50 |
5,77 |
7,25 |
|||
| IPCA (IBGE) | 0,26 |
0,45 |
5,22 |
6,40 |
|||
| IPC (SEI/SSA) | 0,38 |
0,50 |
5,59 |
6,95 |
|||
| ICV (DIEESE) | 0,18 |
0,43 |
5,44 |
6,89 |
|||
| TR | 0,19 |
0,25 |
1,25 |
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