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São muitos os prazeres que um bom vinho pode proporcionar. Os uruguaios foram descobertos há pouco tempo, mas uma boa parcela dos consumidores brasileiros já reconhece a tannat, a uva emblemática do Uruguai, origem de vinhos escuros e potentes, que freqüentemente aparecem como escolta para carnes suculentas. A razão deste sucesso é que os vinhos, além de bem elaborados, têm uma relação custo/benefício extremamente favorável, o que, na atual conjuntura econômica, pesa na decisão final de compra. É que o Uruguai se beneficia das regras do Mercosul, livrando-se das pesadas taxas de importação. |
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A história do vinho no Uruguai começa quando as primeiras parreiras da uva tannat, provenientes da região de Madiran, França, foram trazidas ao país pelo imigrante francês Pascual Harriague, por volta de 1870. Desde então a tannat se disseminou por todo o Uruguai. As principais regiões vinícolas se situam próximas a Montevidéu (Canelones, San José e Juanicó) ou à fronteira do Brasil, ao norte do país (Salto, Artigas, Rivera e Cerro Chapéu). Canelones e Cerro Chapéu são as regiões mais conhecidas e se destacam pela produção de vinhos de elevada qualidade e com grande prestígio internacional. San José e Juanicó são áreas de produção mais recente, onde se plantam videiras dos melhores clones disponíveis hoje no mercado. Novas variedades estão sendo plantadas em todas as regiões, ampliando as possibilidades de produção de vinhos modernos e adequados ao gosto do consumidor.
A tannat, como seu próprio nome indica, é uma uva com grande quantidade de taninos, os elementos que, além da cor, dão ao vinho tinto sua característica de maior ou menor adstringência, pois possuem a capacidade de coagular a saliva, dando a sensação de secura na boca. Os taninos são substâncias químicas que agem como anti-oxidantes, responsáveis em boa parte pelos efeitos benéficos do vinho no sistema cardiovascular humano. Esse tipo de uva dá origem a vinhos de muito caráter e estrutura, com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras em geléia e chocolate, com ótima concentração e bastante encorpados. Estes vinhos acompanham muito bem pratos de carnes com molhos consistentes.
Além da tannat, outras variedades conseguem se expressar de forma notável nos vinhos do país. Como a sauvignon blanc, que dá origem a vinhos vibrantes, frescos, com deliciosos aromas de frutas e notas herbáceas, no melhor estilo Novo Mundo. A cabernet sauvignon vem melhorando dia após dia, sendo uma boa parceira para a tannat, em vinhos de corte de grande complexidade. As grandes surpresas ficam por conta das uvas merlot e cabernet franc, que estão recebendo um tratamento diferenciado tendo como resultado vinhos muito especiais, sofisticados e complexos.
Sugestões. Brancos: Montes Toscanini Corte Supremo Blanco 2004; Bodega Bouza Chardonnay 2004; Juan Carrau Castel Pujol Sauvignon Blanc Sur Lie 2004.
Tintos: Montes Toscanini Gran Tannat 2002; Bodega Bouza Merlot Reserva 2004; Marichal Reserve Colection Tannat 2002; Juan Toscanini Adágio 2002; Juan Carrau Amat 2000; Pisano Arretxea 2001; Carlos Pizzorno - Pizzorno Reserva 2002; Juanicó Prelude 2000; Castillo-Viejo Catamayor Reserva de la Familia Tannat 2001.
AGOSTO |
SETEMBRO |
ANO |
12 MESES |
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| INCC-M (FGV) | 1,27 |
0,95 |
10,06
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11,61 |
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| IGP-M (FGV) | -0,32 |
0,11 |
8,46 |
12,30 |
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| INPC (IBGE) | 0,21 |
0,15 |
5,24 |
7,05 |
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| IPCA (IBGE) | 0,28 |
0,26 |
4,75 |
6,25 |
|||
| IPC (SEI/SSA) | 0,38 |
0,38 |
5,06 |
6,51 |
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| ICV (DIEESE) | 0,32 |
0,18 |
5,02 |
7,13 |
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| TR | 0,15 |
0,19 |
0,99 |
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