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O boom do mercado imobiliário, que há poucos meses parecia interminável, agora é colocado em cheque diante da crise financeira internacional. Na verdade, o que vem ocorrendo é uma certa onda de pessimismo, gerando desaceleração nos negócios, embora as vendas dos lançamentos continuem fortes e muitas imobiliárias e construtoras se mostrem confiantes com os bons resultados dos últimos anos. |
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A confiança vem do fato do imóvel ser um ativo real e em qualquer lugar do mundo é o investimento mais seguro. Ainda não se sabe a extensão da crise, mas o País como um todo irá sentir e o mercado da construção civil também. A palavra de ordem agora é cautela, mas está provado que, ao longo dos anos, com as sucessivas mudanças de governo e de política monetária, os imóveis continuam sendo um investimento seguro.
Ao contrário dos Estados Unidos, aqui no Brasil os bancos sempre foram muito criteriosos para conceder crédito. Em algum momento defendeu-se até uma maior flexibilidade por parte dos banqueiros brasileiros, mas hoje vemos que isso foi o que garantiu e protegeu o mercado da irresponsabilidade que ocorreu nos Estados Unidos.
Vale ressaltar que o abalo no mercado global pode ser visto também como uma oportunidade de negócios. As pessoas têm que observar que toda crise gera oportunidades. A cultura brasileira é uma cultura patrimonial. Sempre quem teve dinheiro neste País foi quem possuía imóvel. Os portugueses e os judeus, por exemplo. O imóvel sempre foi um porto seguro para esses momentos agudos de crise.
O setor cresceu impulsionado pelo déficit habitacional brasileiro. Muitos dos clientes estão comprando o primeiro imóvel, portanto, é uma necessidade. O ano de 2008 foi o melhor para o mercado desde 1994. A tendência é que, nos próximos 20 anos, o número de unidades habitacionais, assim como o crédito habitacional, cresça no Brasil. Muita gente acredita que até pode haver um freio na corrida aos imóveis, mas não uma retração.
Dirigentes de entidades ligadas ao setor acreditam que mesmo diante do cenário de pessimismo global em relação à economia, o segmento imobiliário ainda deve colher alguns frutos do aquecimento da construção civil alcançado nos últimos três anos, com a entrega dos imóveis lançados durante este período. Por um lado, isso vai gerar mais condomínios a serem administrados, e de outro, haverá aumento da oferta para locação, que segue tendência positiva.
Toda vez que vemos uma crise financeira é normal haver uma procura maior por imóveis em busca da estabilidade econômica. Mesmo com toda a crise no setor imobiliário que ocorre nos EUA, por aqui, ainda é um bom momento para a compra de imóvel. Tanto que, cada vez mais o público estrangeiro tem investido em imóveis no Brasil, atraídos pela estabilidade econômica, pelo fato de o investimento no setor imobiliário ser seguro, e principalmente pela ausência dos brokers (profissionais que analisam o crédito e realizam a intermediação). É o próprio banco que analisa o crédito, que de certa forma fica com o cliente 15, 20, 25 anos. E a inadimplência aqui é muito pequena se comparada aos EUA.
Dentro desse panorama, muitos investidores estão procurando alternativas mais seguras diante da crise que vêm passando os mercados mundiais. Uma das principais vantagens do nosso mercado é a regulamentação do financiamento de imóveis, que garante segurança ao comprador. Isso aconteceu porque depois da crise imobiliária em meados dos anos 90, os agentes financeiros ficaram muito mais criteriosos para liberarem créditos. Aqui, a facilidade na obtenção de crédito, prazos mais longos, juros menores, solidez contra confiscos e baixos riscos dão vantagens diferenciadas para quem aplica em imóveis, acabando por impulsionar o setor. Além disso, o maior rigor na análise de crédito pelos agentes bancários fortalece a credibilidade e a estabilidade do mercado imobiliário.
Os brasileiros aproveitam os benefícios desta estabilidade, resultando no crescimento imobiliário que começou em 2006 e tende a ser muito maior nos próximos anos, segundo os especialistas. O aumento de renda das classes C e D, o alongamento dos prazos para compra do imóvel - 30 anos -, condições especiais por segmento e principalmente com a ampla oferta de imóveis, o setor aqui está aquecido e em todas as faixas. Portanto, investir em imóvel continua sendo um bom negócio.
AGOSTO |
SETEMBRO |
ANO |
12 MESES |
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| INCC-M (FGV) | 1,27 |
0,95 |
10,06
|
11,61 |
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| IGP-M (FGV) | -0,32 |
0,11 |
8,46 |
12,30 |
|||
| INPC (IBGE) | 0,21 |
0,15 |
5,24 |
7,05 |
|||
| IPCA (IBGE) | 0,28 |
0,26 |
4,75 |
6,25 |
|||
| IPC (SEI/SSA) | 0,38 |
0,38 |
5,06 |
6,51 |
|||
| ICV (DIEESE) | 0,32 |
0,18 |
5,02 |
7,13 |
|||
| TR | 0,15 |
0,19 |
0,99 |
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