EDIÇÃO Nº 21 - SETEMBRO DE 2008
 
     
 

 
Olá,  


Pressões de custos


Os preços dos materiais de construção têm tido uma tendência de aceleração por conta da alta nos valores de algumas commodities, além da escassez de alguns materiais e equipamentos. Há quem diga que os custos da construção estão sob controle e que a vilã é a inflação geral, cujos juros básicos da economia foram recentemente elevados como a tentativa do Banco Central de domar o custo de vida ascendente.

 

Os preços dos materiais nos primeiros meses de 2008 revelam uma visão mais pessimista do setor, acreditando-se haver um forte impacto do aço, muito utilizado na construção civil, com alta de 30%, porque está faltando aço no mundo. As usinas siderúrgicas não estão conseguindo atender à demanda e o preço é determinado no mercado internacional. Com relação ao cimento, que teve alta progressiva no ano passado, o construtor se vê sem saída por não poder substituir o produto e acaba repassando o preço na mesma ordem da elevação. E o mercado também sofreu desabastecimento do produto. Com relação à energia, a cujas oscilações várias indústrias são sensíveis, o cenário é favorável, a FGV acredita que os custos podem até diminuir.

De acordo com a instituição, a cadeia produtiva da construção civil deve atentar ainda sobre os impactos oriundos da contratação de mão-de-obra, tão relevante quanto os insumos na determinação dos custos setoriais. A força de trabalho tem peso de 52% contra 48% dos materiais. E em tempos de construtoras com capital aberto, é crescente a demanda por categorias de trabalhadores dotados de maior nível de qualificação.

As entidades representativas dos materiais de construção garantem o fornecimento das construtoras. Segundo a FGV, a produção de aço, cimento, PVC, tintas e máquinas e equipamentos foi a maior dos últimos tempos e a venda de materiais para o mercado interno cresceu 15,5% em 2007, atingindo o montante de R$ 72,2 bilhões. A entidade frisa ainda que este crescimento da demanda da construção, que permaneceu em 2008, tem um efeito real nas decisões de investimento das indústrias brasileiras. Sobre as perspectivas de ampliação das capacidades produtivas, uma pesquisa da Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, 61% das empresas consultadas pretendem fazer investimentos relevantes nos próximos nove meses.

 

Saudade de Caymmi

Acesso das crianças a internet deve ser supervisionado

Construindo cidadania

Antiga Aldeia Tupinambá

Técnicas de gerenciamento ao seu alcance

Música portuguesa contemporânea

Morada dos Principes - Evolução do Empreendimento



Indicadores (variação em %)

 
JULHO
 
AGOSTO
 
ANO
 
12 MESES
INCC-M (FGV)
1,42
 
1,27
 
9,028
 
10,993
IGP-M (FGV)
1,76
 
-0,32
 
8,350
 
13,630
INPC (IBGE)
0,58
 
0,21
 
5,087
 
7,150
IPCA (IBGE)
0,53
 
0,28
 
4,484
 
6,165
IPC (SEI/SSA)
0,45
 
0,38
 
4,668
 
6,362
ICV (DIEESE)
0,87
 
0,32
 
4,845
 
6,955
TR
0,191
 
0,157
 
0,607
 
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